Histórico

História
 
Com a abertura de uma estrada de rodagem em 1810 ligando a freguesia de Santo Antônio de Piracicaba à Vila de São Carlos de Campinas descobriu-se uma região de solo massapé propício para o cultivo e banhada por muitas águas. Dado o interesse, novas sesmarias foram demarcadas para venda. Dona Margarida da Graça Martins adquiriu uma sesmaria de duas léguas quadradas e lá fundou uma fazenda com engenho de açúcar e a seguir doou terras à cúria paulistana para que nela fosse levantada uma capela e se fundasse uma povoação sob a evocação de Santa Bárbara, Santa de sua devoção particular. 
 
A data oficial da fundação de Santa Bárbara d’Oeste é 4 de dezembro de 1818. Dona Margarida da Graça Martins foi a única mulher, em toda a história brasileira, a aventurar os percalços do desbravamento, da formação de uma Fazenda e a fundação de uma povoação. 
 
A capela foi curada em 16 de abril de 1839. À capela curada de Santa Bárbara dos Toledos foram anexadas outras sesmarias povoadas posteriormente: Alambari de Baixo e de Cima, Barrocão, Toledinho, Invernada e Bueno. Galvão já fazia parte da povoação. A propriedade limitava-se ao sul com a Vila de Capivari e a Comarca de Porto Feliz, ao Leste com a vila de São Carlos de Campinas, ao Norte com a vila de Limeira, ao Oeste com a Vila Nova da Conquista (Piracicaba). Somente em 18 de Fevereiro 1842 a Capela Curada foi elevada a categoria de Freguesia. 
 
Em 23 de Janeiro de 1844 em um desses vai e vens caprichosos da política partidária, a oposição da época conseguiu do Governo Provincial a aprovação de uma lei votada pela Assembléia Legislativa Provincial a incorporação da Freguesia de Santa Bárbara ao Município de Campinas. Somente em 1946 ela (Santa Bárbara) volta a pertencer à Vila da Constituição (Piracicaba ).  
 
A população barbarense crescia, e junto a esta a idéia de se tornar uma vila. Em 15 de Junho de 1869 pela Lei nº 2 foi criada a Vila de Santa Bárbara dos Toledos.  
 
Santa Bárbara recebeu os foros de cidade pela Lei Estadual nº 1038, de 19 de dezembro de 1906, pelo decreto Lei Estadual nº 14.334 de 30 de novembro de 1944 e passou a se chamar Santa Bárbara d’Oeste.
 

Fundação
 
A chamada Vila de São Carlos (atual Campinas) passou a ser ligada, por estrada de terra, à Freguesia de Santo Antônio de Piracicaba. Essa estrada revelou uma região banhada por muitas águas, com terra de excelente aptidão agrícola para a cultura de cana-de-açúcar e cereais. A partir de então, aumentou-se o interesse por estas terras e novas sesmarias foram demarcadas, não mais para serem doadas e sim vendidas. Dona Margarida da Graça Martins, viúva do Sargento-mor Francisco de Paula Martins comprou uma sesmaria de duas léguas quadradas, delimitada ao Norte com o Rio Piracicaba e a Nordeste com o Ribeirão Quilombo, fazendo com que a cidade se torna-se o primeiro e único município do brasileiro fundado por uma mulher.

A fundadora, junto com seus filhos, alguns parentes e agregados, mudou para suas terras em 1817, formando uma fazenda de engenho de açúcar, doando terras para construção de uma capela sob a invocação de Santa Bárbara. Como a capela foi erguida em 1818, a data da fundação é considerada 4 de Dezembro deste ano.
 

Criação do município
 
A medida em que a região foi sendo povoada, novos lavradores chegavam a cidade. Em 16 de abril de 1839, deu-se a elevação à condição de capela curada de Santa Bárbara dos Toledos (O nome "Toledos" foi adicionado em referência ao riacho que cruzava a cidade), passando a ser o quarto distrito da Vila Nova da Constituição (atual cidade de Piracicaba) e o décimo sexto da Comarca de Porto Feliz. A capela curada foi elevada a condição de freguesia a 18 de fevereiro de 1842, pela Assembléia Legislativa Provincial, conforme lei provincial número 9 sancionada pelo presidente da província José da Costa Carvalho, o barão de Monte Alegre.

Em 23 de janeiro de 1844, a freguesia de Santa Bárbara foi incorporada ao município de Campinas. A lei provincial editada em 2 de março de 1846 novamente anexou a freguesia de Santa Bárbara ao município de Vila da Constituição (Piracicaba).

A lei provincial número 2 de 15 de junho de 1869, criou o município de Santa Bárbara desmembrando-o de Piracicaba.
 

Imigração Estadunidense
 
A partir de 1867 passaram a chegar os imigrantes estadunidenses, sulistas sobreviventes da Guerra de Secessão. Juntamente com seus costumes e culturas, os norte-americanos também trouxeram novos métodos e técnicas agrícolas, contribuindo em muito para o progresso da agricultura. Além das novas técnicas agrícolas, os estadunidenses trouxeram novos credos religiosos para o Brasil. Em 10 de setembro de 1871 foi fundada a primeira igreja batista brasileira, em terras barbarenses.

De todas as regiões que acolheram americanos, Santa Bárbara d'Oeste, foi uma das que mais se desenvolveram. Os primeiros norte-americanos a chegar no município foram o coronel William Hutchinson Norris, ex-combatente da Guerra Civil Americana e ex-senador do estado do Alabama, e seu filho, que passaram a ministrar cursos sobre técnicas de cultivo de algodão aos fazendeiros locais. Uma vez estabelecidos, receberam o restante da família e outros conterrâneos.

Trimestralmente acontece em Santa Bárbara d'Oeste a Reunião da Fraternidade Descendência Americana e, anualmente, acontece a festa dos descendêntes no Cemitério do Campo, onde descendentes, do país inteiro, vestidos com roupas típicas do sul dos E.U.A., se reúnem para preservar suas tradições.

Muitos imigrantes que vieram para Santa Bárbara d'Oeste conseguiram destaque nacional, como foi o caso de Pérola Byington, uma filantropa e ativista social nascida na cidade.
 

Imigração Italiana
 
Em seguida vieram os colonos de origem européia, principalmente italianos. Aos poucos o povoado também foi crescendo, abrindo oficinas, fabricando-se implementos agrícolas e desenvolvendo outras atividades artesanais.
 

Industrialização
 
A indústria do açúcar tomou grande impulso no final do século XIX, com o aumento na demanda desse produto. Nessa época foram instaladas grandes usinas açucareiras no múnicipio, dentre as quais destacam-se a Usina de Cillo e a Usina Santa Bárbara (atualmente desativadas). Por conseguinte, a partir da década de 1920 surgiram diversas indústrias de implementos agrícolas e indústrias têxteis. Com o passar dos anos, surgiram novas indústrias e, na década de 1950, foi produzido no município o primeiro automóvel brasileiro: o Romi-Isetta, lançado em 5 de setembro de 1956.
 

Conurbação com Americana
 
Entre as décadas de 1960 e 1970, o rápido desenvolvimento de Americana, fez com que muitas pessoas viessem a procura de emprego e moradia. Como o território americanense é pequeno ele não comportou esse crescimento, e essas pessoas só tiveram a opção de se estabelecer na divisa entre Santa Bárbara e Americana, gerando o fenômeno de conurbação no local e dando origem a região conhecida como Zona Leste de Santa Bárbara. Esse fenômeno ocorreu também pelo fato de que a maioria da população desconhecia onde terminava um município e começava outro. Isso se dava porque o limite dos municípios ainda não estava totalmente fixado. O problema foi resolvido e a divisa das cidades foi fixada como a avenida que corta a região, que recebeu o nome de Avenida da Amizade. A conurbação apesar de ter trazido desenvolvimento para Santa Bárbara, também trouxe problemas. O grande aumento demográfico ocasionou forte desequilíbrio nas contas públicas do município, que não estava preparado para receber um fluxo tão grande de pessoas e arcar com as despesas. Isso causou anos de estagnação econômica, que hoje estão sendo superados graças ao desenvolvimento da região.
 

Estagnação e Renascimento
 
A cidade passou muitos anos estagnada economicamente enquanto municípios vizinhos se desenvolviam. Uma dos fatores que explicam esse período de estagnação econômica foi o rápido crescimento do município vizinho de Americana e a conurbação com o mesmo, que acabaram "ofuscando" o desenvolvimento de Santa Bárbara, fazendo com que um grande fluxo de pessoas saísse da cidade para fazer compras, estudar e trabalhar. Outro fator foi o expressivo aumento demográfico vivido pela cidade nas décadas de 1970 e 1980, que ocasionou fortes desequilibrios nas contas públicas do município.
 
 

Centro da cidade
 
Desde os anos 2000, graças a investimentos públicos, a cidade vem alcançando seu equilíbrio econômico e social, tornando-se um município cada vez mais competitivo perante a região metropolitana de Campinas. Leis de incentivos para empresas que se instalarem na cidade foram criadas e a obra de ampliação da Rodovia dos Bandeirantes, cujo trajeto passa pelo município, trouxe novas possibilidades de desenvolvimento.
 

Dias Atuais
 
Santa Bárbara é hoje uma das principais forças econômicas da Região Metropolitana de Campinas, apresentando uma boa qualidade de vida, como é possível comprovar através de seu IDH, além disso os índices de desemprego e violência, apesar de não estarem nos mesmos índices de outrora, ainda continuam baixos se comparado a cidades vizinhas.

A cidade apresenta um forte caráter industrial, atualmente, além da Romi, Usina Furlan, Goodyear, Canatiba e Mazak são algumas das empresas instaladas em seu pólo industrial. A cidade possui bons espaços para lazer como o Shopping Tivoli, um dos principais shoppings da região e grande ponto de encontro e de compras da cidade, inaugurado em novembro de 1998, e por onde passam mensalmente cerca de 700 mil pessoas. Ele atende a população compreendida pelos municípios de Santa Bárbara d´Oeste, Americana, Nova Odessa, Sumaré e Hortolândia, além de atender as regiões de Piracicaba e Limeira.
 
 
 
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